quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Cresce número de acidentes por choque elétrico


Edição 68 / Setembro de 2011
Por Flávia Lima
Abracopel divulga estatística de acidentes com eletricidade parcial de 2011 e anuncia novos projetos para o próximo ano.
Em um encontro que reuniu colaboradores, parceiros, empresas da área elétrica e imprensa especializada, a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) apresentou os números parciais dos acidentes ocorridos no país envolvendo eletricidade e anunciou as novidades para 2012.
Chamou a atenção o número de acidentes por choque elétrico seguidos de morte registrados na internet no período de janeiro a agosto de 2011. Foram 209 casos, o mesmo número contabilizado durante o ano inteiro de 2010. E a quantidade de incêndios causados por curto-circuito também é preocupante: 143 ocorrências, com a contabilização de 13 mortes. Em 2010, foram divulgados na internet 210 incêndios provocados pelo mesmo motivo.
De acordo com o levantamento – baseado nas notícias capturadas pelo sistema de busca Google –, 64% dos acidentes com choque elétrico ocorrem na rede aérea e, destes, 81% acometem os usuários da rede e apenas 11% atingem os eletricistas. Veja os gráficos.

Para o diretor-executivo da Abracopel, Edson Martinho, os números mostram apenas um retrato de uma realidade ainda mais trágica, considerando que nem todos os acidentes são divulgados. “Estimamos que esses números coletados na internet sejam pelo menos cinco vezes maiores”, [g1] prevê.
O presidente da entidade, Gilberto Alvarenga, aproveitou a ocasião para fazer uma retrospectiva das realizações da Abracopel. Segundo ele, foram realizados, em toda a história da entidade (sete anos), 280 encontros em prol da segurança na eletricidade, entre palestras, seminários, workshops e outros eventos promovidos em todo o País. A entidade calcula que o público atendido tenha ultrapassado 11 mil profissionais. Em 2011, já participaram dos encontros da associação 1.738 profissionais e ainda deverão ser realizados, até o fim do ano, mais 16 eventos em cinco estados diferentes.
Também foram divulgados os projetos para 2012, elaborados com o objetivo de serem ferramentas de conscientização, por meio da informação e formação de profissionais, para toda a população quanto aos perigos do mau uso da eletricidade. Entre os programas idealizados, estão um concurso de redação sobre eletricidade segura para estudantes de 6 a 14 anos, e o desafio do eletricista, uma competição que deverá testar o conhecimento desses profissionais. Para saber mais, acesse www.abracopel.org.br.

domingo, 1 de setembro de 2013

ENERGIA ELÉTRICA – 127 ou 220V QUEM CONSOME MAIS?

Por muitas vezes sou questionado sobre o consumo de energia elétrica e as várias formas viáveis para sua redução, para o uso consciente deste recurso e também (É Claro!!), a fim de obter economia, redução na conta. O segredo mesmo todos nós já sabemos: o uso racional da energia elétrica com a redução do tempo de utilização do chuveiro, substituição de eletrodomésticos antigos (geladeiras, freezer, etc…) ou até mesmo uma re-instalação de toda infraestrutura elétrica. Mas  a ideia de criar este artigo nasceu em função de uma pergunta que recebi há algum tempo de um de meus alunos enquanto explanava sobre Potência Elétrica em um treinamento de Instalações Elétricas, a pergunta foi mais ou menos assim:
Um equipamento em 220V é mais econômico do que em 127V?
Esta dúvida é muito comum e você pode se surpreender com o que vamos abordar neste artigo.

POTÊNCIA ELÉTRICA

Definição: “Potencia elétrica é a capacidade que um determinado consumidor possui de produzir trabalho a partir da eletricidade em um determinado tempo”
Vamos relembrar um conceito muito importante para sanarmos esta dúvida: Quando estudamos a potência elétrica em corrente contínua aprendemos em instalações elétricas que a corrente ao passar por  material condutor provoca o chamado “Efeito Joule” que representa o aquecimento em função da excitação dos elétrons na estrutura do condutor, correto? O conceito de potência é a base de funcionamento dos consumidores em geral, mesmo em circuitos eletrônicos que possuem baixíssimas correntes e tensões a potência está lá. Daí somos apresentados a uma equação (fórmula) que expressa exatamente este fenômeno, esta abaixo:
energia elétrica

A FINAL, QUAL CONSOME MAIS ENERGIA ELÉTRICA , 127 OU 220V?

Nenhum! Mudar o nível de tensão objetivando redução do consumo de energia elétrica é na verdade perda de tempo, observe que sua conta de energia elétrica está baseada em KW/h ou seja, o valor da conta de energia elétrica será em função da Potência Elétrica que os seus aparelhos eletrodomésticos, máquinas, etc, consomem, sendo assim a tensão elétrica não irá interferir no seu bolso no final do mês.
Observe no exemplo abaixo, um chuveiro em 220V e um outro  com mesma potência em 127V. A única alteração que observamos é o nível da intensidade da corrente, a potência será sempre a mesma, logo, o consumo também não irá alterar.
energia elétrica

ENTÃO PORQUE UTILIZAR NÍVEIS DIFERENTES DE TENSÃO?

Esta é fácil de responder. Observe novamente o cálculo acima… O que mesmo mudou nas duas situações? Exatamente! A corrente elétrica foi o fator que diferenciou as duas situações. Neste caso temos que lembrar que em instalações elétricas, o dimensionamento de condutores está diretamente ligado a corrente que ele suporta, neste caso acima teríamos uma necessidade de um condutor de 4mm² para o chuveiro de tensão nominal 220V, já que este condutor suporta até 28A e um cabo de 6mm² para o cuveiro aplicado a  tensão de 127V.
Sendo assim,  aplicação preferencial de maior nível de tensão a consumidores de maior potência se dá em função de, principalmente, redução dos custos e da inviabilidade técnica na implantação dos fios ou cabos e não para a redução da energia elétrica como muitos costumam dizer.
energia elétrica
Deixa eu te provar este conceito! as hidroelétricas transportam a energia elétrica gerada através de torres de transmissão que muita das vezes possui um nível de tensão de 500kV, isto porque se transportasse a mesma potência através de tensão mais baixas teria que utilizar cabos imensos que não tornaria viável o transporte aéreo.

domingo, 18 de agosto de 2013

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domingo, 11 de agosto de 2013

Instalação Elétrica: hora da revisão

Com o passar do tempo, os condomínios residenciais começam a sofrer o desgaste natural de suas instalações elétricas. Tal fato se deve, na maioria das vezes, ao excesso de carga acarretado pela aquisição de grande número de aparelhos eletroeletrônicos, tais como: máquinas de lavar e secar roupas com resistências altas, aparelhos de ar condicionado, grande número de computadores, fornos elétricos, microondas, exaustores, etc que não foram previstos quando o prédio foi construído.

Os cabos e fios quando submetidos a passagens prolongadas de corrente com valores acima de suas capacidades sofrem deterioração da isolação e com isso a vida útil dos mesmos diminui. O costume de aumentar a carga de instalações sem uma supervisão técnica acaba modificando os critérios iniciais dos projetos das instalações elétricas, trazendo como conseqüência o comprometimento das mesmas, e colocando em risco o condomínio.

Por esses e outros motivos, é importante a realização da inspeção predial por profissionais competentes, os quais, através de relatórios, indicarão as medidas a serem tomadas, observando as normas técnicas pertinentes. Alguns condomínios no Centro de Vitória, principalmente os mais antigos tiveram que refazer os quadros de luz e o barramento elétrico.

Assim, recomendamos uma análise correta e aprofundada por técnico, acompanhando o seguinte roteiro:

A - Entrada de Energia Elétrica

Centro de Medição- Verificar o conjunto de isoladores, eletrodutos e condutores de entrada deve estar firmemente fixado no poste particular ou fachada, os conectores de ligação dos cabos do edifício aos cabos da Escelsa devem estar isolados e a isolação desses cabos não pode apresentar sinais de queima. Caso seja observada alguma irregularidade nesses itens, deve ser imediatamente chamada a concessionária para efetuar o reparo.

B - Caixa de distribuição

Esta caixa recebe os cabos que vêm do ponto de entrega de energia, distribuindo-a às demais caixas do centro de medição e deve apresentar as seguintes condições: * Existência de uma chave de proteção geral para cada circuito, localizada antes dos cabos atingirem os barramentos de Cobre. * O madeiramento deve estar sólido e não apresentar sinais de cupins (pó de madeira) * Os isoladores que sustentam os barramentos de Cobre devem estar firmemente fixados. * A caixa deverá estar aterrada (ter um cabo conectado diretamente a sua carcaça e ligado em uma haste fincada no piso). * A isolação dos cabos deve estar completa e sem sinais de queima.

C - Caixas de medição dos apartamentos

Estas caixas geralmente são as que apresentam maiores problemas e assim sendo determinam mais facilmente se as instalações para os apartamentos estão adequadas. As condições mínimas exigidas para esta caixa e seus componentes internos devem obedecer as normas da ABNT. A caixa deverá ser metálica e provida de tampa de mesmo material e de fácil abertura e só podem ser utilizados fusíveis normatizados pela ABNT. A numeração dos apartamentos deve estar clara e localizada de maneira a não gerar dúvidas.

Caso os dispositivos de proteção (fusíveis ou disjuntores) sejam de corrente nominal superior a suportada pelo condutor, o mesmo estará desprotegido, podendo causar sérios problemas. Verifique se existem apartamentos em que o dispositivo atue constantemente, em caso afirmativo este(s) apartamento(s) está com sobrecarga. Se esta sobrecarga for verificada em pelo menos 10% dos apartamentos do edifício, deverá ser solicitado um acréscimo de carga o qual envolve toda a instalação, desde o ponto de entrega de energia.

D - Casa de Bombas

(Recalque) Verificar quadro de comando de alimentação das bóias.

E - Casa de Máquinas

Verificar quadro de força e estado geral do local

F- Iluminação de Emergência

Verificar o estado do gerador

G- Telefonia

Verificar alimentação das centrais de telefone e interfone, quadros de entrada. Após a verificação de todos os itens por técnicos especiali-zados, o síndico saberá se há ou não necessidade de refazer o seu quadro de instalação elétrica.

(* Informações no Manual do Síndico)


Fonte: sipces

Diagrama Vertical ou Prumada Elétrica


sexta-feira, 7 de junho de 2013

CIRCUITOS SIMPLES

Generalizamos um circuito elétrico simples como sendo o conjunto de caminhos que permitem a passagem da corrente elétrica, no qual aparecem outros dispositivos elétricos ligados a um gerador.

Figura 1 - A lâmpada está apagada por não haver passem de corrente elétrica pelo circuito
Figura 1 - A lâmpada está apagada por não haver passem de corrente elétrica pelo circuito
Façamos a observação da figura 1 acima, nela temos um exemplo bem simples do um circuito simples. De um modo bem geral, podemos afirmar que um circuito simples é aquele em que há apenas uma única corrente elétrica, ou seja, a corrente elétrica sai do gerador e percorre somente um caminho até voltar a ele. Podemos ver na figura abaixo que há uma pilha, uma lâmpada e uma chave metálica, ligada por fios condutores.

De acordo com a figura acima, vemos que a chave está desligada (ou aberta). Desta forma, vemos que a lâmpada não acende, pois não há passagem de corrente elétrica no circuito.
Observando a figura abaixo vemos que a chave está fechada, desta forma os elétrons podem passar pela chave. Ao se moverem através da chave dizemos que há corrente elétrica no circuito, sendo assim, a lâmpada se acende. Geralmente as chaves e também os fios possuem resistência bastante pequena, se compararmos com resistências que aparecem em outros circuitos (na figura, a resistência da lâmpada).
Figura 2 - A lâmpada acende quando a chave está fechada
Figura 2 - A lâmpada acende quando a chave está fechada
Assim, as situações das figuras acima são representadas pelos diagramas:
Diagrama 1 e diagrama 2
Diagrama 1 e diagrama 2
Como sabemos, os filamentos das lâmpadas não são condutores ôhmicos, isto é, não têm resistência constante. No entanto, muitas vezes consideramos essa resistência aproximadamente constante e representamos as lâmpadas como resistores.

Dessa forma, os diagramas da figura acima poderiam ser representados como nesta outra ilustração (figura abaixo), em que R é a resistência da lâmpada.
Outra representação de circuitos simples
Outra representação de circuitos simples
Tanto no diagrama 1 como no diagrama 2, levamos em conta o fato de que os fios de ligação e a chave têm resistência desprezível e, assim, são representados por segmentos de reta. O interruptor usado nas residências é um tipo de chave que pode interromper ou deixar passar a corrente elétrica.

Por Domiciano Marques
Graduado em Física
Equipe Brasil Escola