segunda-feira, 18 de junho de 2012

Como reduzir os seus custos com a eletricidade

Aprenda a reduzir os seus custos com a eletricidade
1. Apresentação
Ao longo de muitos anos o homem utilizou a energia sem se preocupar muito com os seus custos e com os prejuízos ao meio ambiente. Durante todo esse tempo diversas atitudes que hoje são consideradas censuráveis, foram tomadas causando desperdícios e elevando as despesas em todos os segmentos de nossa economia.  Além disso, sérios danos foram causados ao meio ambiente devido a essas práticas.
Hoje, porém, a situação mudou e no mundo todo o consumo excessivo de energia vem sendo combatido de forma veemente e às vezes até mesmo agressiva pelos governos e Ong´s. Diversos programas vêm sendo desenvolvidos em todo o mundo com o objetivo de conscientizar a população do quanto é importante usar-se a energia de forma eficiente, isto é, de maneira a diminuirmos o consumo sem que haja qualquer prejuízo nos níveis de conforto, segurança e produtividade.
Neste trabalho procuramos abordar, de forma clara e sucinta, os itens que representam a maior parcela de consumo de energia elétrica para a maioria dos consumidores.
2. Relacione-se bem com a sua Concessionária
A distribuição de energia elétrica é um serviço público, regulado e fiscalizado pelo governo.
O Município em que você mora é atendido por pelo menos uma Empresa que recebeu do governo uma concessão para fornecer energia elétrica aos diversos consumidores. Essa Empresa recebe então o nome de Concessionária.
A Concessionária tem diversas obrigações perante os consumidores, mas estes também têm compromissos a satisfazer. Essas obrigações e direitos estão especificados em Legislação estabelecida pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Obs.: Se você desejar conhecer essa Legislação na íntegra, acesse o Site do Portal Energiamais e clique em "Legislação".
É importante, portanto, que você conheça alguns dos seus direitos e também obrigações para que possa relacionar-se bem com a sua Concessionária.
Lembrete: A ANEEL determina que na conta de luz que você recebe mensalmente exista um número de telefone para você se comunicar gratuitamente com a sua concessionária. Tenha esse número sempre à mão e use-o quando for necessário.
Vamos agora mostrar-lhe algumas situações em que você deverá contatar a sua concessionária:

  • Necessidade de aumento de carga
  • Quando houver interrupção do fornecimento de energia elétrica
  • Dúvidas com relação a cobranças
  • Dúvidas com relação à fatura mensal
3. A Instalação Elétrica
Para que uma instalação elétrica venha a atender à todas as exigências de segurança e não  proporcionar consumo excessivo de eletricidade é necessário que ela seja projetada e executada por profissionais credenciados. Uma instalação mal projetada ou executada poderá trazer-lhe grandes prejuízos e aborrecimentos.
Para evitarmos perdas ou reduzirmos os seus valores a níveis aceitáveis é necessário que a fiação esteja bem dimensionada e que os circuitos estejam equilibrados.
Você também deverá criar o hábito de pelo menos uma vez por ano, fazer uma manutenção preventiva na sua instalação elétrica de forma a preservar o seu bom funcionamento e evitar danos aos equipamentos nela ligados.
3.1. Os circuitos da sua instalação elétrica
A sua instalação elétrica está dividida em partes, cada uma delas chamada de circuito. Para o seu bom funcionamento é necessário que cada circuito tenha o seu próprio dispositivo de proteção (disjuntor ou fusível).
Para evitar perdas excessivas é imprescindível que os circuitos estejam bem dimensionados, isto é, que a fiação usada seja a adequada e que os dispositivos de segurança sejam os apropriados para a carga instalada.
3.2. Fuga de corrente
Fios desencapados, emendas mal feitas e defeitos nos equipamentos são os principais motivos das fugas de corrente. Essas fugas trazem grandes perdas de energia mas podem ser diagnosticadas com bastante facilidade. Se você desconfiar que existem fugas de corrente em sua instalação ou em algum equipamento, siga os seguintes procedimentos:
Fuga de corrente na instalação elétrica
  • Mantenha a chave geral ligada (ou o disjuntor geral)
  • Desligue todos os equipamentos, inclusive a iluminação.
  • Verifique se o disco do medidor está girando
  • Caso o disco estiver girando, provavelmente há fuga de corrente; uma outra possibilidade é um defeito no medidor;
  • Para tirar a dúvida sobre a origem do problema, desligue a chave geral (ou o disjuntor geral)
  • Se o disco continuar girando o defeito é do medidor; nesse caso entre em contato com a concessionária para que o medidor seja substituído
  • Se o disco parar de girar o problema é na sua instalação que está apresentando fuga de corrente; peça o auxílio de um profissional credenciado
Fuga de corrente em equipamentos

  • Mantenha a chave geral ligada
  • Desligue todos os equipamentos, tirando-os das tomadas
  • Ligue na tomada um equipamento de cada vez
  • Caso o disco do medidor comece a girar, isso significa que aquele equipamento está com defeito.
4. A Iluminação
Para que um sistema de iluminação venha a apresentar um bom desempenho, isto é, seja econômico sem prejudicar os níveis de conforto, segurança e produtividade, é necessário que ele atenda aos seguintes requisitos:

  • Aproveitamento máximo da luz natural
  • Determinação das áreas de utilização
  • Nível de iluminamento adequado ao trabalho a ser realizado (verificar em tabelas específicas)
  • Divisão do sistema de iluminação em vários circuitos de utilização
  • Iluminação localizada em pontos especiais
  • Sistema que permita retirar do ambiente o calor produzido pelas lâmpadas
  • Utilização de lâmpadas, luminárias e acessórios que buscam um menos consumo de energia.
5. O ar condicionado
A climatização é a melhor opção sob o ponto de vista econômico, porém somente pode ser aproveitada em todo o seu potencial quando a construção arquitetônica é projetada atendendo a determinadas condições técnicas. Se você precisar construir ou ampliar a sua residência ou qualquer outra edificação, consulte um especialista no assunto que ele saberá auxilia-lo.
Se você necessitar recorrer aos aparelhos de ar condicionado, saiba que eles são grandes consumidores de energia elétrica e que, para evitar desperdícios algumas regras devem ser obedecidas.
Como escolher o aparelho de ar condicionado ideal
A aquisição do aparelho é o primeiro passo a ser tomado e, sem dúvida, o mais importante de todos. Você deve escolher a capacidade (em BTU´s) do condicionador de acordo com a área a ser refrigerada e a localização do ambiente. Procure um profissional para auxiliá-lo.
Os fabricantes de aparelhos de ar condicionado fornecem tabelas que nos permitem escolher o mais adequado às nossas necessidades.
Como instalar o seu aparelho de ar condicionado
Para que você instale o seu aparelho de ar condicionado de forma satisfatória, vamos apresentar os passos que você deve seguir:

  • Escolha o local da instalação de forma que no mesmo não haja incidência direta de raios solares.
  • Para que as condições de refrigeração sejam facilitadas, instale o aparelho, sempre que possível, com a sua frente voltada para a maior dimensão do ambiente.
  • Jamais instale o aparelho com a face externa voltada para locais fechados.
  • Para que a sensação de frio produzida pelo aparelho possa descer e o ar quente do meio ambiente subir com mais facilidade, recomenda-se que o condicionador seja instalado a uma altura mínima de 1,80m do chão e a uma distância máxima de 0,50m do teto.
  • Certifique-se de que não haja tubulações de qualquer natureza na parede onde será instalado o aparelho.
  • Instale o aparelho bem distante de recipientes e canalizações de combustível, evitando explosões e incêndios em caso de vazamentos.
  • O aparelho de ar condicionado deve ficar distante de cortinas e de outros obstáculos que possam dificultar a circulação do ar.
  • As venezianas laterais externas do condicionador de ar devem estar totalmente livres; o bom funcionamento do aparelho depende desta providência simples.
  • Externamente, o local onde o aparelho vai ser instalado deve permitir com facilidade a drenagem da água condensada.
  • Verifique se o valor da tensão indicada na etiqueta do seu aparelho de ar condicionado (127 volts ou 220 volts) coincide com a tensão da rede de sua loja.
  • Examine a rede elétrica de sua loja, verificando se todos os condutores, eletrodutos e demais equipamentos estão em boas condições e dimensionados para suportar o aumento de carga que será exigido pelo aparelho de ar condicionado a ser instalado.
  • Esta providência simples poderá lhe evitar sérios aborrecimentos.
  • O circuito elétrico para a instalação do condicionador de ar deve ser independente, isto é, ele deve servir unicamente ao aparelho.
  • Se a rede elétrica de sua loja for monofásica (127 volts), instale apenas um disjuntor no fio fase.
  • Se a rede elétrica de sua loja for bifásica (220 volts com duas fases), instale um disjuntor duplo.
FONTE:  http://www.artigonal.com

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Choque elétrico – Riscos, mitos e prevenção

A eletricidade não admite improvisações, ela não tem cheiro, não tem cor, não é quente nem fria. Ela é fatal.
O contato com eletricidade pode gerar acidentes pessoais graves, tanto pelo desconhecimento de seus princípios e perigos em leigos, como pelo excesso de confiança em profissionais habilitados.
Choque Elétrico:
O choque elétrico é uma conseqüência da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano, quando tocamos em algum elemento energizado e temos outro ponto de nosso corpo exposto ao terra (piso por exemplo).
Os efeitos desta corrente no corpo humano dependerão da corrente (e não da tensão).
Para termos uma idéia:
Correntes entre 10 mA e 20 mA podem causar uma sensação dolorosa;
Correntes maiores que 20 mA e menores que 100 mA causam dificuldades na respiração e pode causar morte por asfixia se não socorrido a tempo.
Correntes superiores a 100 mA matam.
A resistência do corpo humano varia de 1000 a 3000 ohms. Não gostaria aqui em aprofundarmos em detalhes matemáticos, mas uma simples conta nos permite concluir que o corpo desprotegido de qualquer proteção, em contato com uma tensão de 127 V, permite uma corrente de até 100 mA pelo corpo, ou seja, 5 vezes maior que a corrente que pode causar a morte.
Nossa sorte é que na maioria dos incidentes envolvendo choques elétricos, estamos calçados e secos, limitando a corrente.
O maior risco é quando estamos descalços e molhados. Neste caso o contato de nossa pele com o terra é praticamente sem resistência, aumentando em muito a corrente pelo corpo.


Outro risco sério de choque elétrico e muitas vezes desconsiderado são as descargas atmosféricas, ou raios. Quando estas ocorrem, mesmo que não caia em cima da pessoa, a descarga se espalha no piso até se neutralizar e se pessoas estiverem neste caminho, poderão sentir efeitos e até mesmo morrerem.
Então já podemos perceber que o assunto é muito sério e infelizmente há vários mitos e afirmações sem fundamentos relacionados à eletricidade e alguns gostaria de comentar.

Mito: Choque em tomada de 110v é menos sério que em 220v!
Falso: A empresa que distribui eletricidade em nossas residências nos coloca à disposição até três cabos energizados (que chamamos de fase) e um cabo aterrado (que chamamos de neutro).
Se ligarmos na tomada uma fase e neutro, teremos 127v, se ligarmos duas fases, teremos 220v.
A única maneira de estarmos expostos a um choque de 220v seria se pegássemos uma fase com uma das mãos e outra fase com a outra mão. Como isto é muito raro, normalmente o choque ocorre ao tocarmos uma das fases, mesmo em tomadas de 220v,  o choque para a terra será sempre de 127v.
A grande diferença então é que em uma tomada de 220v, ambos os conectores causarão o choque e na tomada de 110v, apenas um causará o choque. Aqui ainda vale o alerta que em uma instalação residencial não corretamente executada, o neutro pode também causar o choque e as vezes em condições mais graves que a própria fase.

Mito: O choque gruda!
Falso: Um dos fenômenos que ocorre com nosso corpo ao sermos submetidos ao choque elétrico é a contração muscular.
Na realidade, ao tocarmos em um elemento energizado, os músculos da mão poderão ser contraídos e se estivermos segurando o elemento energizado, nossa mão irá fechar e nos prender ao elemento, dando a falsa ideia que o choque gruda.

Mito: Se você estiver usando bota de borracha você não leva choque.
Parcialmente falso: Isto é o mesmo que dizer se você estiver usando camisinha, não pega AIDS com uma agulha infectada.
A bota de borracha irá proteger contra a passagem da corrente elétrica para o terra pelos teus pés. Mas se alguma outra parte do teu corpo estiver em contato com o terra (os ombros tocando uma parede ou pilastra por exemplo) você está sujeito ao choque e possivelmente mais mortal pois a corrente poderá passar diretamente pelo coração.
De qualquer maneira, o uso da bota sempre e recomendado quando lidarmos com equipamentos energizados. Mas a bota deve estar em boas condições, sem furos ou rachaduras e também se não estiver encharcada interna e externamente.

Mito: Em locais com pára-raios próximos, podemos ficar expostos ao tempo sem problemas.
Falso: A proteção de um pára-raios é semelhante à um cone e protege ate uma distancia da metade de sua altura. Ou seja, um para-raios em uma altura de 20 metros, deixa de proteger a partir de 8, 10 metros.
Por isto, a maneira mais segura de se proteger contra os raios é quevocê buscar um abrigo protegido (nunca em baixo de arvores) até a tempestade parar. Lembre-se que não necessita estar chovendo para ter um raio, este pode existir mesmo antes de caírem as primeiras gotas.
Mesmo em áreas com proteção de pára-raios, é proibitivo se manter dentro de piscinas ou do mar durante o período com possibilidades de raios.
E não se preocupe em saber se o raio sobe ou desce, mas que ele mata!

Mito: Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar. 
Falso: A incidência de raios na TORRE  EIFEL na França é média de 50 vezes ao ano. No EMPIRE  STATE nos USA é média de 40 descargas por ano. Apenas estas duas informações já desmentem o ditado popular.

Mito: É perigoso segurar objetos metálicos durante as tempestades.
Sim e não. Segurar objetos pequenos, como uma tesoura ou alicate, não provoca risco.
Entretanto, carregar um objeto metálico de maiores dimensões, ou até mesmo pá ou outra ferramenta metálica acima de sua cabeça e em um local descampado pode oferecer riscos.

Mito: Não há perigo no uso do telefone durante uma tempestade, se estivermos protegidos dentro de casa.
Falso:  Durante uma tempestade devemos evitar não apenas o uso de telefones com fio, como qualquer equipamento elétrico com cabos conectados à rede. A descarga atmosférica na própria residência ou mesmo na fiação dos postes, apesar de suas proteções, pode ser propagada por todos os cabos na residência, incluindo tomadas, telefones com fio e chuveiro elétrico.
Mito: Podemos deixar cabos elétricos sobre um piso molhado sem perigo, se estes cabos forem isolados e sem emendas.
Falso: Infelizmente esta é a causa da maioria dos acidentes graves com eletricidade.
Mesmo cabos novos podem apresentar defeitos difíceis de serem detectados a olho nu. Um pequeno furo ou rachadura no cabo permitem que todo o piso molhado seja eletrificado e neste caso a corrente poderá passar pelas suas pernas e corpo.

Mandamentos de segurança:
  • Apenas profissionais habilitados e com ferramental adequado podem efetuar reparos em equipamentos energizados.
  • A substituição de uma lâmpada pode expor a pessoa ao risco de choque elétrico. Sempre aconselhamos o desligamento da energia elétrica em qualquer ação corretiva em equipamentos elétricos.
  • Faça o aterramento dos eletrodomésticos sempre que solicitados pelos fabricantes. E nunca no neutro, mas em um terra confiável.
  • Muito cuidado com o uso de conectores tipo "T” em residências. O excesso de corrente pode danificar cabos e o próprio conector por elevação da temperatura.
  • Não use fios emendados, velhos ou danificados.
  • Não utilize eletrodomésticos estando descalço, principalmente se o chão estiver molhado.
  • Um grande risco menosprezado pelas mulheres está nas famosas “chapinhas” ou com secadores de cabelo que nunca devem ser usados com os pés descalços. Também ao passar roupas, nunca fazê-lo com os pés descalços.
  • Não desligue um eletrodoméstico da tomada puxando pelo fio, sempre use o plugue.
  • EM residências com crianças e especialmente com bebes, devem ter todas as tomadas protegidas contra o contato acidental. A curiosidade infantil é uma das maiores causas de choques elétricos residenciais.
  • Muito cuidado com o chuveiro elétrico, é importante que a instalação seja feita de maneira correta, com o fio terra do equipamento conectado diretamente ao aterramento da residência. Conectá-lo em pregos na parede do banheiro, no fio neutro ou no cano d'água são procedimentos perigosos. Além disso, não mude a chave de regulagem da temperatura enquanto toma banho, pois se houver vazamento de corrente elétrica, o risco de levar um choque fatal é muito grande.
  • Cuidado com cercas elétricas. As mesmas devem ser instaladas por pessoal competente e conhecedor das normas de proteção.
  • 98,4% das residências não possuem o dispositivo DR instalado, que é um elemento obrigatório desde 1997 e fundamental para a proteção das pessoas contra os perigos resultantes dos choques elétricos.
Primeiros Socorros à Vítima de Choque Elétrico
As chances de salvamento da vítima de choque elétrico diminuem com o passar de alguns minutos, pesquisas mostram que uma pessoa que sofra perda de sentidos com o choque elétricos e atendida corretamente 1 minuto após o choque grave tem 95% de chances de sobrevida. 6 minutos depois suas chances serão menores que 1%.
Por não ser minha área de experiência, vou evitar detalhar formas de primeiro socorro à vitimas, mas recomendo a todos que consultem profissionais de saúde para conhecerem os procedimentos corretos de reanimação. Jamais sabemos se teremos necessidade de salvar a vida de um amigo ou familiar.
O mais importante, antes dos procedimentos de respiração artificial e reanimação, é não tocar o corpo da vítima antes de livrá-la da corrente elétrica, com a máxima segurança possível e a máxima rapidez, nunca use as mãos ou qualquer objeto metálico ou molhado para interromper um circuito ou afastar um fio.

O ultimo e maior dos mitos:
Quando uma pessoa morre de algum acidente tipo choque elétrico, morreu porque chegou sua hora ou foi um acidente ?
Não sei se vale esta discussão. Não existe acaso, não existe sorte, não existem acidentes.
[A vida é perfeita demais para isso].
Mas, ao mesmo tempo, todos nós temos livre-arbítrio e somos responsáveis pelos nossos atos.
O que faz com que tudo se encaixe perfeitamente, sem nenhuma brecha de erro, é sem duvida Deus.

Luis Henrique Lourenço de Camargo
Batatais - SP
Publicada em 04/03/2011.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Linda Mensagem....

Prezados sei que não tem nada com eletricidade, mas, não posso deixar de repassar esta linda mensagem...
Um filho
pergunta à mãe:
- Mãe,posso ir ao
hospital ver meu amigo? Ele está doente!
- Claro, mas o que ele
tem??
O filho, com a cabeça
baixa, diz:
- Tumor no
cérebro.
A mãe,
furiosa, diz:
-E você
quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?
O filho lhe dá as costas e
vai...
Horas depois ele volta
Vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha
frente!
A mãe, com
raiva:
- E agora?! Tá feliz?!
Valeu a pena ter visto aquela cena?!
Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de
um sorriso,ele diz:
- Muito,
pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e
dizer:
"- EU TINHA CERTEZA QUE
VOCÊ VINHA!"

Moral da história: A amizade não se resume só em horas
boas,alegria e
festa.
Amigo é
para todas as horas, boas ou ruins,tristes ou
alegres.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Valorização Profissional, por Eduardo Braga.

Caros,
atualmente, venho recebendo solicitações de eletricistas no tocante à emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica para fornecimento de energia elétrica a edificações cuja carga ultrapasse 12.00kVA.
No padrão AMPLA, demandas deste valor estão compreendidas entre fornecimentos tripolares de 40A e 50A, mas para uma simplificação momentânea, a AMPLA está solicitando ( por enquanto ) ART somente para instalações tripolares a partir de 50A.
As ARTs devem ser emitidas para comprovação que a instalação possuiu um responsável técnico durante sua confecção.
Mas, o que encontramos é justamente o contrário. Instalações já concluídas e que necessitam ( na maioria dos casos, urgentemente ) de um responsável SOMENTE para a assinatura.
O uso do SOMENTE remete a mão de obra técnica a um patamar insignificante, como se fosse uma reles questão burocrática, um insumo pífio para a obtenção de um resultado, quando sabemos que, realmente, não funciona assim.
Uma edificação normal deve ser projetada, executada, comissionada e entregue, cada item destes tem que ter seu profissional habilitado e com emissão de ART de cada item, justamente o inverso do que acontece nos dias de hoje, onde, para o cliente radicado no Noroeste Fluminense, somente é necessário um projeto de arquitetura ( pois é obrigatório para registro na prefeitura ) para que sua edificação esteja "regularizada".
Vale lembrar que a NBR 5410 torna OBRIGATÓRIO o uso de equipamentos de proteção e insumos que NÃO são usados, atualmente, pelos eletricistas e cabe a nós, técnicos, implantar o uso destes equipamentos e materiais na rotina dos profissionais que trabalham com instalações elétricas ( entenda como profissionais os eletricistas e revendedores de materiais elétricos ) e consumidor final.
Lembrem-se que nenhum eletricista ou revendedor, por mais capacitado que seja, sabe a real importância da utilização e nem como especificar corretamente Dispositivos de Proteção contra Surtos, Dispositivos Diferenciais Residuais, Cabos LS0H, tudo isso cabe à mão de obra técnica. Itens como este nunca são observados em uma instalação quando o responsável ( emissor da ART ) não está presente, portanto assumir a responsabilidade por instalações assim pode ser muito perigoso para a vida profissional do técnico e para os usuários do imóvel em questão.
Em caso de algum sinistro em instalações assim, os clientes ( instruídos por seus advogados ) não hesitarão para confirmar em juízo que o técnico foi negligente, imprudente e incompetente ao permitir que a instalação prosseguisse de maneira incorreta; e eles não estão errados em afirmar, só não querem pagar por isso, mas querem receber o tratamento como se tivessem pago. Qualquer valor cobrado sempre se mostrará insignificante perante ao valor de perda material ou vida humana.
Segundo dados do CBMESP, as instalações elétricas não funcionam como um mero coadjuvante ou um complemento para as edificações, elas constituem os sistemas que darão vida à edificação ( segue link para download de livro tratando deste assunto http://bombeiros.sp.gov.br/livro_seg/Aseguranca_contra_incendio_no_Brasil.pdf ).
Portanto, técnico, faça valer seus conhecimentos e informe ao cliente que ele necessita de mais que uma assinatura, pois você passará um cheque em branco para ele caso assine sem checar e determinar alterações necessárias ao perfeito funcionamento da edificação.
 
Créditos: Eduardo Braga 
              Técnico em Eletrotécnica
 
Amigo, concordo plenamente com tudo o que disse, por isso resolvi postar no blog, Caso queira acrescentar algo é só falar, parabéns pela colocação.