quarta-feira, 23 de março de 2011

VA ou KW existe diferença??

Ambas são unidades de potência, VA significa volt-ampère e é definida no Sistema Internacional de Unidades (SI) como “Potência aparente de um circuito percorrido por uma corrente alternada senoidal com valor eficaz de 1 ampère, sob uma tensão elétrica com valor eficaz de 1 volt”. Por outro lado, W significa watt e é definida no Sistema Internacional de Unidades (SI) como “Potência desenvolvida quando se realiza, de maneira contínua e uniforme, o trabalho de 1 joule em 1 segundo”.
A potência real (em Watt), também chamada de potência ativa, é igual a potência aparente (em VA) multiplicada pelo Fator de Potência (FP) do circuito. Ou seja, W = VA x FP.
O Fator de Potência de um circuito é um número igual ou menor que 1. Portanto, a potência real, dada em Watt (W), é igual ou menor que a potência aparente, dada em Volt-Ampere (VA), dependendo do Fator de Potência.
Para os circuitos puramente resistivos, uma lâmpada incadescente por
exemplo, o Fator de Potência é igual a 1. Portanto, neste caso a potência em W é igual à potência em VA. O mesmo vale para os circuitos de corrente contínua (DC).
Para circuito mais complexos, com motores de indução ou com capacitores, como computadores por exemplo, o Fator de Potência é normalmente menor do que 1. Nestes casos a potência em W (efetivamente consumida) será menor do que a potência em VA (Aparente).
Por exemplo:
Potência aparente = 1000 VA = 1 kVA
Fator de Potência (FP) = 0,7 (ou 70%)
Então, Potência real = 1000 x 0,7 = 700 W = 0,7 kW
Nota:
1 kVA = 1000 VA
1 kW = 1000 W
Portanto, para converter VA (ou kVA) em Watt, e vice-versa, não existe um fator único de conversão, é preciso conhecer o Fator de Potência do circuito em questão.

terça-feira, 8 de março de 2011

Esquema de Ligação relé foto-eletrônico...


INSTALAÇÃO:
O Relé Fotoeletrônico deverá ser instalado de tal forma que não receba luz de uma outra fonte ou da própria lâmpada a qual está ligado.
Observar atentamente o esquema de ligação que acompanha o aparelho. Ligação errada poderá fazer com que ele não funcione ou que sofra danos irreparáveis.
A carga ligada ao sensor deverá ser compatível com a tensão da rede local.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Consumo médio

Consumo médio mensal dos principais aparelhos eletrodomésticos
Aparelho
Potência média (watts)
Número estimado de dias de uso/mês
Tempo médio de uso por dia
Consumo médio mensal (kWh)

Aparelho de som
20
30
4 h
2,4
Ar condicionado
3500
30
8 h
360,0
Aspirador de pó
1000
30
20 min.
10,0
Cafeteira elétrica
100
30
1h
30,0
Chuveiro elétrico**
3500
10
40min
70,0
Ferro elétrico
1000
12
1h
12,0

Freezer*
400
30
10h
120,0
Forno a resistência
1500
30
1h
45,0
Microondas
1300
30
20min
13,0

Geladeira 1 porta*
200
30
10h
60,0
Geladeira 2 portas*
300
30
10h
90,0
Lavadora de louça
1500
30
40min
30,0
Lavadora de roupas
1500
12
30min
9,0
Secadora de roupas
3500
12
1h
42,0
Torneira elétrica
3500
30
30min
52,0
Ventilador
100
30
8h
24,0



Se ainda estiver em dúvida utilize este programa online através do site:

  • www.acessa.com/racionamento/tabelas.apl
  • domingo, 6 de fevereiro de 2011

    ENTENDA O FATOR DE POTÊNCIA

    É a relação entre a energia ativa e a energia total. Está relação mostra se a Unidade Consumidora consome energia elétrica adequadamente ou não, pois relaciona o uso eficiente da energia ativa e reativa de uma instalação elétrica, sendo um dos principais indicadores de eficiência energética.
    O fator de potência próximo de 1(um) indica pouco consumo de energia reativa em relação à energia ativa. Uma vez que a energia ativa é aquela que efetivamente executa as tarefas, quanto mais próximo da unidade for o fator de potência, maior é a eficiência da instalação elétrica, contudo a legislação adota como referência o valor de 0,92.
    equacao1

    Equação 1
    FPm = valor do fator de potência do período de faturamento.
    CA = consumo de energia ativa medida durante o período de faturamento.
    CR = consumo de energia reativa medida durante o período de faturamento.
    O fator de potência é classificado em indutivo ou capacitivo.
    O fator de potência indutivo significa que a instalação elétrica está absorvendo a energia reativa. A maioria dos equipamentos elétricos possui características indutivas em função das suas bobinas (ou indutores), que induzem o fluxo magnético necessário ao seu funcionamento.

    O fator de potência capacitivo significa que a instalação elétrica esta fornecendo a energia reativa. São características dos capacitores que normalmente são instalados para fornecer a energia reativa que os equipamentos indutivos absorvem. O fator de potência torna-se capacitivo quando são instalados capacitores em excesso. Isso ocorre, principalmente, quando os equipamentos elétricos indutivos são desligados e os capacitores permanecem ligados na instalação elétrica.
    Se o fator de potência estiver abaixo de 0,92 conforme determina a legislação, a conta de energia elétrica sofrerá um ajuste em reais.
    Fonte: http://www.celpe.com.br

    Fator de Potência = energia ativa / energia aparente = cos

    segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

    Sistema quântico recicla o calor e gera eletricidade

    Jen Hirsch - 10/12/2009
    Sistema quântico recicla o calor e gera eletricidade
    Mais da metade da energia gerada no mundo é simplesmente jogada fora, a maior parte desse desperdício dando-se na forma de calor. Uma nova pesquisa dá esperanças concretas de acabar com esse desperdício. [Imagem: MIT]
    Desperdício de energia
    O homem não precisaria estar tão preocupado com suas próprias responsabilidades sobre as mudanças climáticas, com os apagões e com o retorno da energia nuclear, se conseguisse ao menos diminuir o desperdício de energia.
    Mais da metade da energia gerada no mundo todo é simplesmente jogada fora, a maior parte desse desperdício dando-se na forma de calor. Os motores dos carros esquentam, os processadores dos computadores esquentam, os telefones celulares esquentam - tudo isso significa energia sendo constantemente desperdiçada.
    Reciclagem do calor
    É por isto que cientistas do mundo inteiro pesquisam formas de melhorar a eficiência energética de todo tipo de equipamento. Se houver uma forma de coletá-lo e reaproveitá-lo - fazendo literalmente uma reciclagem do calor - poderemos dispor de carros mais eficientes, computadores que não aquecem e celulares cujas baterias durarão várias vezes mais, apenas para citar alguns exemplos.
    Os candidatos naturais para esse papel de recicladores de calor são osmateriais termoelétricos, materiais capazes de converter diretamente calor em eletricidade.
    Inúmeros progressos têm sido feitos nas pesquisas com os materiais termoelétricos, com a ajuda inclusive da nanotecnologia, permitindo que os pesquisadores acenem com várias possibilidades técnicas, incluindo geladeiras de estado sólidoreaproveitamento do calor do motor dos carros e até telefones celulares que funcionam com o calor do corpo.
    Limite de Carnot
    A física afirma que há um limite para a conversão do calor em eletricidade. Segundo a teoria, a eficiência máxima que qualquer dispositivo pode alcançar na conversão do calor em trabalho nunca poderá exceder um valor específico, chamado Limite de Carnot - em referência ao físico francês Nicolas Léonard Sadi Carnot, que elaborou a teoria em 1824.
    O problema é que os materiais termoelétricos que já atingiram o estágio de comercialização não alcançam nem 10% do limite de Carnot.
    Ainda em estágio de laboratório, cientistas do MIT, nos Estados Unidos, divulgaram agora uma nova pesquisa que, segundo eles, poderá permitir a fabricação de materiais termoelétricos que atinjam até 90% do limite de Carnot.
    A novidade, segundo Peter Hagelstein, que chefiou a equipe que desenvolveu o novo material, exigiu que se abandonasse tudo o que foi feito até aqui em termos de materiais termoelétricos, começando a pesquisa a partir do zero.
    Diodos termais
    A nova tecnologia se baseia no que os pesquisadores chamam de diodos termais. Em seus experimentos, eles fabricaram versões desses componentes que atingem 40% do limite de Carnot, embora seus modelos teóricos lhes garantam que é possível fazer muito mais - 40% do limite de Carnot, por si só, já seria uma revolução em um material que pudesse alcançar a escala comercial, sendo mais de quatro vezes mais eficiente do que qualquer material disponível hoje.
    Para começar do zero, os cientistas foram ao nível mais elementar que a tecnologia atual permite. Eles começaram usando um sistema extremamente simples, no qual a energia era gerada por um único ponto quântico - um tipo de semicondutor no qual os elétrons e as lacunas, responsáveis pela transmissão das cargas elétricas, são confinados em três dimensões - uma espécie de "solitária quântica".
    Controlando cada uma das propriedades do ponto quântico, os pesquisadores queriam entender os princípios mais fundamentais da conversão termoelétrica, o que eventualmente poderá levar à fabricação de materiais que façam essa conversão com alta eficiência.
    Paciência
    No nível já alcançado, em termos experimentais, os pesquisadores afirmam que é possível converter calor em eletricidade com alta eficiência, mas com baixa potência, usando o seu minúsculo sistema. Por outro lado, é possível gerar alta potência em um sistema maior, mas de forma menos eficiente.
    "[Por enquanto] é uma permuta. Você pode ter ou alta eficiência ou alta potência," disse Hagelstein. Mas sua teoria sustenta que os diodos termais têm potencial para oferecer as duas coisas simultaneamente - como fazer isto é uma questão tecnológica, que será vencida com o tempo.
    Quanto tempo? Impossível afirmar, dizem os pesquisadores, mas há muitos grupos trabalhando no aprimoramento e desenvolvimento dos pontos quânticos, por várias razões e com vários interesses diferentes, o que abre boas possibilidades de vermos avanços na área. "Ainda estamos há alguns anos de vermos nossos materiais termoelétricos de alta eficiência no mercado," concluem eles.
    Bibliografia:

    Quantum-coupled single-electron thermal to electric conversion scheme
    Yan Kucherov, Peter Hagelstein
    Journal of Applied Physics
    November 2009
    Vol.: 106, 094315 (2009)
    DOI: 10.1063/1.3257402